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Os dedos que apontavam repugnância foram até divertidos,
Mas precisei aprender quando sumiram os olhos que os acompanhavam:
A indiferença…
Foi difícil,
Admito,
Mas não havia inferno depois dali,
Apenas a placidez da solidão e os demônios que a acompanhava;
Munido de berros os alimentava,
Suando por mim os esganava.
Nada criei,
Absolutamente nada,
Teci a trama de manifestações e chamei de arte.
Afinal,
Quem cria a não ser o Om?
Em suma,
Foram-se os anéis e os ditos dedos,
Os colares e o pescoço a ser cortado,
A personagem e o homem a ser caçado,
Raízes,
Tronco,
Ramos,
Copa,
Quase tudo,
Mas a liberdade;
Ah, como é pleno ser livre!
(…)
É uma pena só conhecermos o sentido da dignidade com o corpo acorrentado.
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